Assinale a opção que contém violação à concordância é um dos recursos mais comuns em provas de língua portuguesa, pois testa a capacidade de identificar erros gramaticais relacionados à regência verbal e à concordância entre sujeito e verbo.

O que é a concordância verbal e por que ela importa

A concordância verbal é a regência que determina a alteração da forma do verbo em função do sujeito da oração, respeitando número (singular ou plural) e pessoa (primeira, segunda ou terceira). Ela é essencial para a clareza e a coesão textual, pois garante que a ação descrita esteja corretamente vinculada ao agente que a realiza. Quando essa regra é rompida, temos a violação à concordância, erro bastante recorrente em redações, provas escolares e até em textos oficiais.

Em provas de avaliação de português, especialmente em concursos e vestibulares, o item que apresenta violação à concordância costuma oferecer uma frase com um sujeito e um verbo que não estão compatíveis em número ou pessoa. O desafio do aluno é identificar rapidamente essa incompatibilidade, mesmo diante de construções mais complexas, como orações subordinadas substantivas ou enumerações que exigem atenção redobrada.

Concordância verbal.pptx
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Como identificar a violação à concordância

Para assinar a opção que contém violação à concordância com segurança, é preciso desenvolver um olhar atento para o núcleo do sujeito e para o verbo que o acompanha. O primeiro passo é determinar se o sujeito é singular ou plural, levando em conta não apenas as palavras imediatas, mas também possíveis elementos ocultos, como orações subordinadas que funcionam como sujeito da oração principal.

  • Analise o núcleo do sujeito: mesmo que haja adjetivos, artigos ou quantificadores antes do substantivo, o verbo deve concordar com o núcleo, não com todo o grupo.
  • Preste atenção na oração subordinada substantiva: quando ela aparece no início da frase, o verbo da oração principal deve concordar com o sentido nela expresso, geralmente singular, mesmo que a oração subordinada contenha sujeitos plural.
  • Observe os conectores e enumerações: expressões como "nem nem", "seja...seja", "quer...quer" exigem que o verbo concorda com o sujeito mais próximo, e não com o primeiro sujeito enumerado.

Exemplos práticos de erro de concordância

Um dos erros mais frequentes é a discordância em frases com sujeito composto, especialmente quando um dos termos é plural e o outro singular, mas o verbo é aplicado apenas no singular. Por exemplo, em frases como "O pai e a mãe está feliz com a aprovação dos filhos", a concordância está violada, pois o sujeito é plural e o verbo deveria ser "estão".

Outro exemplo recorrente envolve o uso de coletivos, como "família", "gente" ou "pouco público". Apesar de serem referências a grupos, muitos alunos erram ao tratar esses sujeitos como plurais. A frase "A gente precisam de orientação sobre o projeto" apresenta violação à concordância, pois "gente" é singular e exige "precisa". Portanto, a opção que contém violação à concordância nesse caso é justamente aquela que mantém o verbo no plural.

Assinale a opção em que há CONCORDÂNCIA VERBAL inadequada: ? ME AJUDA ...
Assinale a opção em que há CONCORDÂNCIA VERBAL inadequada: ? ME AJUDA ...

Dicas para não errar na hora de assinar

Na hora de assinar a opção que contém violação à concordância, é fundamental evitar a tentação de marcar a frase que "soa errada" sem uma análise gramatical rigorosa. O erro de concordância nem sempre é perceptível à primeira audição, especialmente quando a construção é longa ou contém orações intermediárias que dificultam a identificação do sujeito real.

  • Reduza a frase ao essencial: destaque o sujeito e o verbo para verificar a concordância básica.
  • Repita a frase com sujeito e verbo isolados: "Ele precisam" soa errado, enquanto "Ele precisa" está correto.
  • Esteja atento a armadilhas de concordância com pronomes indefinidos como "alguém", "ninguém", "ambos", "cada um", que podem gerar dúvidas sobre número e exigir ajustes no verbo.

Por que a prática constante faz a diferença

Identificar a violação à concordância não é apenas uma questão de memorização de regras gramaticais, mas de treino constante para desenvolver o hábito de analisar as orações de forma estruturada. Quanto mais o estudante resolver exercícios específicos, mais familiarizado se torna com os padrões de erro, seja em sujeitos complexos, verbos transitivos ou em situações de concordância nominal com adjetivos e pronomes.

Além disso, revisar conceitos básicos sobre número e pessoa ajuda a evitar erros em assinar a opção que contém violação à concordância com confiança. Práticas anteriores com concordância verbal, regência de verbos e uso correto de sujeitos e predicativo tornam a tarefa mais ágil e precisa, reduzindo a ansiedade em momentos de avaliação e garantindo melhores resultados em provas e concursos.

(Cesgranrio) Tendo em vista as regras de concordância, assinale a opção ...
(Cesgranrio) Tendo em vista as regras de concordância, assinale a opção ...

Conclusão

Dominar a identificação da assinatura da opção que contém violação à concordância é um diferencial essencial para qualquer estudante de português, seja em contexto escolar, profissional ou concorrendo a vagas públicas. Ao aplicar as estratégias de análise gramatical, praticar com exemplos reais e revisar conceitos fundamentais, fica muito mais fácil reconhecer e corrigir erros sutis que comprometem a clareza e a corretura da linguagem.