Como É Feita A Cirurgia De Pterígio
A cirurgia de pterígio é um procedimento comum que remove o crescimento anormal de tecido na conjuntiva, devolvendo conforto e estética ao olho. Se você tem passado por sintomas como vermelhidão, sensação de areia ou desconforto crônico, entender como é feita a cirurgia de pterígio pode trazer tranquilidade e ajudar na decisão de buscar tratamento. Neste texto, vamos abordar desde a preparação até o processo de recuperação, explicando cada etapa com clareza para que você se sinta mais seguro(a) na hora de conversar com seu oftalmologista.
Antes da cirurgia de pterígio: avaliação e preparação
Antes de saber como é feita a cirurgia de pterígio, é essencial passar por uma avaliação completa com um oftalmologista. O médico examina a extensão do crescimento, verifica se há envolvimento da córnea e analisa a função ocular geral. Exames como fotografia da córnea, tomografia de coerência óptica (OCT) e até mapeamento de superfície ocular podem ser solicitados para planejar o procedimento com precisão.
A preparação também inclui orientações sobre higiene ocular e a interrupção de alguns medicamentos, como colírios que possam aumentar o risco de sangramento. O oftalmologista costuma pedir para evitar maquiagem ao redor dos olhos no dia da cirurgia e orientar sobre o jejum, caso a intervenção seja realizada com anestesia geral ou sedação. Nesse momento, tire todas as suas dúvidas sobre como é feita a cirurgia de pterígio, desde o tipo de anestesia até o tempo estimado no procedimento.

Anestesia e técnicas utilizadas na cirurgia do pterígio
A grande maioria das cirurgias de pterígio é feita com anestesia local, gotas ou injeção na região da pálpebra, garantindo que o paciente não sinta dor, mas pode permanecer acordado e conversar com o médico. Em casos de ansiedade extrema ou quando o procedimento é mais complexo, pode ser utilizada sedação leve ou anestesia geral. Entender como é feita a cirurgia de pterígio sob anestesia local ajuda a reduzir preocupações, pois o desconforto é mínimo e o tempo de recuperação é geralmente mais rápido.
Existem diferentes abordagens técnicas, mas as mais comuns são a ressecção simples e a ressecção com autograft (enxerto de tecido conjuntival retirado do próprio paciente). Na técnica com autograft, após a remoção do pterígio, é colocado um pequeno enxerto para cobrir a área tratada e reduzir as chances de recorrência. Em algumas situações, pode ser usado também um procedimento com antimetabolitos, como mitomicina C, para inibir o crescimento excessivo de células cicatriciais, sempre com orientação rigorosa do oftalmologista.
Passo a passo da cirurgia: o que acontece na sala de procedimento
Durante a cirurgia, o paciente é posicionado deitado, com o rosto para cima, e um dispositivo especial mantém os olhos abertos sem que hava contato direto. A área ao redor do olho é preparada com solução antiséptica e um pano estéril cobre o rosto, deixando apenas o olho operado à mostra. A anestesia é aplicada e, em poucos minutos, o procedimento já pode começar.

O oftalmologista utiliza instrumentos microcirúrgicos para levantar e remover o tecido do pterígio, modelando a cama cirúrgica para que fique o mais plana possível. Se for empregado o enxerto, as suturas são feitas com fios finíssimos, muitas vezes absorvíveis, o que dispensa a remoção de pontos no pós-operatório. A duração costuma variar de 20 a 40 minutos, e a sensação de pressão ou movimento é normal, desde que não haja dor intensa.
Cuidados imediatos e recuperação após a cirurgia de pterígio
Após a cirurgia, o olho é protegido com um curativo ou um shield ocular, e o paciente pode sentir leve irritação, lacrimejação e sensibilidade à luz. Instruções sobre como cuidar do olho operado são fundamentais: uso de colírios antibióticos e anti-inflamatórios, evitar tocar ou esfregar, e proteger os olhos da poeira e do sol são orientações-chave. Saber como é feita a cirurgia de pterígio ajuda a entender por que esses cuidados são tão importantes para evitar infecções e garantir uma cicatrização tranquila.
O acompanhamento costuma incluir consultas nas primeiras semanas para avaliar a cicatrização, medir a acuidade visual e ajustar o tratamento. Em geral, o tempo de afastamento de atividades como trabalho de mesa é curto, enquanto atividades físicas mais intensas devem ser suspensas por algumas semanas. Seguir rigorosamente as recomendações reduz riscos de complicações e melhora os resultados estéticos e funcionais.

Riscos, prevenção de recorrência e resultados a longo prazo
Como qualquer procedimento cirúrgico, a cirurgia de pterígio apresenta pequenos riscos, como infecção, sangramento, cicatriz na córnea ou recorrência do crescimento anormal. A escolha por técnicas com enxerto ou uso de antimetabolitos pode reduzir bastante a chance de nova aparição, especialmente em casos de exposição ao sol, poeira ou vento. Proteção ocular com óculos de sol é uma medida eficaz de prevenção.
Com a evolução das técnicas e do manejo pós-operatório, os resultados são geralmente satisfatórios, com melhora na aparência do olho e alívio dos sintomas. Pacientes que seguem as orientações costumam voltar às atividades normais gradativamente, com poucos incômodos. Entender como é feita a cirurgia de pterígio e participar ativamente do processo de cuidados ajuda a garantir uma recuperação suave e duradoura, preservando a saúde ocular a longo prazo.
Conclusão
Conhecer detalhadamente como é feita a cirurgia de pterígio é um passo importante para enfrentar o procedimento com confiança e expectativas realistas. Desde a avaliação até o pós-operatório, cada etrica está planejada para proteger a visão e promover a cura, minimizando desconfortos e garantindo bons resultados. Ao combinar a orientação profissional com cuidados contínuos, é possível reduzir a recorrência e manter os olhos saudáveis a longo prazo.

Cirurgia de pterígio – Dr. Gustavo Bonfadini
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