Concordância Nominal E Verbal
Dominar a concordância nominal e verbal é essencial para quem busca escrever e falar com clareza, precisão e fluência na língua portuguesa.
O que é concordância nominal e por que ela importa
A concordância nominal trata da relação de concordância entre núcleos de nominalizações, como substantivos, artigos, adjetivos e pronomes. Quando falamos em concordância nominal, nos referimos à necessidade de esses elementos se apresentarem na mesma flexão em gênero e número, garantindo coesão e correção gramatical nas orações.
Um dos erros mais comuns está ignorar a regra do concordância nominal entre artigo e substantivo, especialmente quando o substantivo é precedido por algum modificador. Por exemplo, em "o automóveis rápido", há discordância, pois o artigo "o" é singular e o substantivo "automóveis" é plural, além do adjetivo "rápido" também não coincidir com o plural. A forma correta seria "os automóveis rápidos", mantendo a concordância nominal em gênero (masculino) e número (plural).

Outro cenário frequente é a utilização de pronomes demonstrativos e adjetivos possessivos em concordância nominal com o substantivo. Frases como "aquela canetas vermelhas" ou "minha carros novos" são irregulares, pois o pronome e o adjetivo não estão no mesmo número do núcleo. Portanto, "aquelas canetas vermelhas" e "meus carros novos" são as formas que respeitam a concordância nominal e soam naturais à fala e à escrita.
Concordância verbal: regras e aplicações práticas
A concordância verbal diz respeito à adaptação do verbo em relação ao sujeito da oração, considerando pessoa, número e, em alguns casos, modo. Manter a concordância verbal correta é crucial para evitar ambiguidades e garantir que a mensagem seja transmitida de forma precisa, evitando interpretações errôneas sobre quem ou o que está realizando a ação.
No português, um dos desafios mais recorrentes envolve a concordância com sujeitos compostos ligados por "e". Quando o sujeito é formado por mais de um núcleo, o verbo geralmente se apresenta na terceira pessoa do plural, como em "Maria e João estão chegando", nunca "está". No entanto, há exceções em contextos informais ou com unitários de medida, como "um litro de leite e meia está em casa", onde se entende que a unidade global é singular, mesmo com elementos ligados por "e".

Outro ponto central da concordância verbal é o tratamento de sujeitos indeterminados ou genéricos, como "ninguém", "alguém", "todo mundo" e "cada um". Apesar de se referirem a pessoas em geral, geralmente exigem verbos na terceira pessoa do singular. Por exemplo, "ninguém quer sair" e "cada um traz sua contribuição". Essas regras ajudam a manter a clareza e a lógica na construção das frases.
Sujeito composto e a regência dos verbos
O sujeito composto, formado por dois ou mais núcleos somados por "ou" ou "nem", exige atenção especial na concordância verbal. Nesse caso, o verbo deve concordar com o núcleo mais próximo, o que pode gerar dúvidas. Por exemplo, em "ou o projeto ou os alunos precisam de apoio", o verbo "precisam" está na terceira pessoa do plural porque o núcleo mais próximo é "alunos", já em "ou os alunos ou o projeto precisa de apoio", o verbo fica na terceira pessoa do singular devido a "projeto".
Além disso, a ordem dos elementos na oração pode influenciar a interpretação e, consequentemente, a forma verbal. Frases como "Lá em casa, as crianças e os pais convivem em harmonia" demonstram a concordância verbal correta com sujeito composto. Porém, é preciso atenção ao usar construções com "tanto...quanto" ou "nem...nem", que também seguem o princípio da concordância com o elemento mais próximo do verbo.

Na dúvida, uma estratégia útil é transformar a oração em uma afirmação simples e verificar se o verbo está alinhado em pessoa e número com o sujeito. Com exercícios constantes, a ear para identificar erros de concordância verbal se torna mais aguçada e ajuda a evitar deslizes em situações formais e profissionais.
Concordância em orações subordinadas substantivas
Outro campo de atuação da concordância nominal e verbal aparece nas orações subordinadas substantivas, que podem funcionar como sujeito ou objeto. Nessas estruturas, o verbo da oração principal deve concordar com o sujeito da oração subordinada, especialmente quando essa oração aparece no início da frase. Por exemplo, em "O fato de ele estudar muito facilita a aprovação", o sujeito "O fato de ele estudar muito" exige um verbo singular na oração principal, como "facilita".
Quando a concordância nominal está envolvida, é preciso atenção ao núcleo que rege os demais termos, como em "A qualidade dos produtos define a satisfação do cliente". Já na concordância verbal, frases como "O que nos surpreende é o quanto eles trabalham rápido" mostram a importância de alinhar o verbo "trabalham" com "eles", que é o sujeito da oração subordinada "o quanto eles trabalham rápido".

Regras de concordância em casos especiais
A língua portuguesa apresenta situações particulares que exigem domínio avançado de concordância nominal e verbal. É o caso dos nomes coletivos, como "família", "equipe" e "painel". Em contextos que enfatizam os indivíduos, o verbo pode ser flexionado para a terceira pessoa do plural, como em "A família discutem o assunto a noite". Porém, quando se pensa no grupo como um todo, o verbo permanece no singular: "A família discute o assunto a noite".
Outro caso são os adjetivos usados como substantivo, que devem concordar em gênero e número com o sujeito implícito. Frases como "Os mais velhos gostam de música sertaneja" e "As mais novas preferem pop" demonstram a concordância nominal perfeita, já que "os mais velhos" e "as mais novas" são tratados como sujeitos plurais. Manter atenção a essas regras evita equívocos e transmite profissionalismo em qualquer tipo de comunicação.
Dicas para fixar a concordância nominal e verbal
Praticar a concordância nominal e verbal diariamente é a chave para internalizar as regras e evitar vacilações na hora de escrever ou falar. Uma dica simples é ler textos jornalísticos e literários com atenção às orações e identificar como os verbos e substantivos se relacionam. Ao perceber padrões, fica mais fácil reproduzir a estrutura em suas próprias produções, seja num e-mail profissional, numa redação ou numa conversa espontânea.

Outra estratégia eficaz é revisar suas próprias frases e questionar se o verbo está sendo usado de forma compatível com o sujeito e se os adjetivos e artigos estão em harmonia com os substantivos. Pergunte-se: "Esse verbo combina em número e pessoa com quem estou falando?" e "Esse adjetivo está na mesma flexão do substantivo que o acompanha?". Essas checagens rápidas ajudam a corrigir erros antes que se tornem hábito e garantem que a concordância nominal e verbal esteja sempre em dia.
Conclusão
No fim das contas, a concordância nominal e verbal não é apenas uma regra gramatical, mas um recurso que torna a comunicação mais clara, objetiva e agradável. Com prática constante e atenção aos detalhes, é possível internalizar esses princípios e expressar ideias com fluência e confiança, evitando equívocos que podem prejudicar a compreensão da mensagem.
Concordância verbal e nominal - Toda Matéria
ENTRE NO NOSSO GRUPO DE WHATSAPP Receba dicas, avisos importantes e novidades sobre o ENEM em primeira mão: ...