A fratura de Colles e Smith representa um dos padrões de fratura mais estudados na ortopedia, especialmente no que diz respeito a lesões do antebraço e do punho.

O que é a fratura de Colles e por que ocorre

A fratura de Colles é um tipo de fratura do úmero próximo à articulação do punho, caracterizada pelo deslocamento do fragmento distal para posterior e, muitas vezes, para radial. Geralmente acontece quando uma pessoa estende a mão para amortecer uma queda, transmitindo uma força intensa através do rádio. Esse mecanismo de trauma é bastante comum em quedas sobre a palma da mão estendida, sendo frequente em esportes de impacto, escorregões e quedas acidentais em idosos, que possuem maior risco devido à osteoporose.

Na maioria dos casos, a fratura ocorre a poucos centímetros da articulação carpo-radiana, resultando em um “deformidade de jumento” ou “dorsal hump”, que é o deslocamento visível que deixa o pulso com uma protuberância característica. Embora a fratura de Colles clássica envolva a superfície articular, muitas variantes podem surgir, exigindo avaliação cuidadosa por imagem para determinar o melhor tratamento. A precisão no diagnóstico é fundamental, pois lesões associadas ao ligamento colateral ulnar ou ao complexo triangular podem complicar a recuperação se não forem identificadas precocemente.

Blog Clinic Online | Tudo sobre Fratura de Colles e Smith.
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Conhecendo a fratura de Smith, o oposto da clássica

Enquanto a fratura de Colles apresenta deslocamento posterior, a fratura de Smith, também chamada de fratura invertida de Colles, ocorre quando o fragmento distal é empurrado para a palmar da mão. Esse padrão geralmente resulta de uma queda sobre a ponta dos dedos ou sobre a palma com o punho em flexão, forçando o rádio para a frente. Por ser menos comum, a fratura de Smith pode ser subdiagnosticada inicialmente, mas seu manejo exige atenção redobrada, pois pode envolver comprometimento significativo da superfície articular.

Em muitos casos, a fratura de Smith está associada a uma fratura do ulnar ou lesões nos ligamentos, o que aumenta a complexidade do tratamento. A principal preocupação está em restaurar a anatomia da articulação do punho, evitando sequelas como instabilidade ou artrite. Por isso, a avaliação clínica detalhada e a complementação com exames de imagem, como radiografias em múltiplos planos e, quando necessário, tomografia computadorizada, são decisivas para traçar o plano terapêutico adequado.

Sintomas e diagnóstico diferencial

Os sintomas de uma fratura de Colles ou Smith incluem dor intensa no punho e antebraço, inchaço, equimose (manchas roxas), impossibilidade de sustentar peso ou movimentar a mão, e deformidade visível da região. Em muitos pacientes, há uma sensação de “ruptura” no local da queda, acompanhada de dificuldade em segurar objetos. Esses sinais são semelhantes aos de outras lesões traumáticas, como esgotamento de canalha ou fraturas do carpo, o que exige exame físico criterioso.

Fractura de Colles y Smith | Ortopedia y traumatologia, Medicina de ...
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O diagnóstico diferencial costuma incluir lesões como fraturas de Barton, fraturas do escenho radial e distais do ulnar, além de esgotamentos de ligamentos. A radiografia em vista anteroposterior e lateral é o primeiro exame de imagem, mas em casos de dúvida, a tomografia ou ressonância podem ser solicitadas para melhor visualizar a articulação e verificar possíveis deslocamentos ocultos. Um diagnóstico precoce e preciso é essencial para evitar complicações como consolidação em posição incorreta ou perda de função.

Tratamento conservador e intervenções cirúrgicas

O tratamento da fratura de Colles e Smith pode ser conservador ou cirúrgico, dependendo da gravidade do deslocamento, da participação articular e das condições gerais do paciente. Em fraturas sem deslocamento significativo ou em pacientes de alto risco, pode ser indicado imobilização com gesso ou tala, acompanhada de fisioterapia para recuperar a mobilidade e força gradualmente. A redução fechada, ou seja, a correção da fratura sem cortes, é comum em casos selecionados, geralmente sob anestesia regional.

Para fraturas com grande deslocamento, comprometimento articular instável ou múltiplas fraturas associadas, a recomendação geral é a intervenção cirúrgica. A técnica pode variar desde a fixação com placas e parafusos até a artroscopia, dependendo da anatomia lesionada. A escolha do procedimento deve ser discutida entre o paciente e a equipe ortopédica, levando em conta fatores como idade, nível de atividade e expectativas funcionais. O acompanhamento pós-operatório é vital para garantir a correta cicatrização e a reabilitação adequada.

Fratura de Smith @sara.fisio - Fisioterapia em Traumatologia e Ortopedia
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Reabilitação e prevenção a longo prazo

A reabilitação após uma fratura de Colles ou Smith é um componente essencial para o retorno às atividades diárias. Inicialmente, o foco está no controle da dor e inchaço, seguido por exercícios de mobilidade articular para evitar rigidez. Gradualmente, introduzem-se atividades de fortalecimento muscular e trabalho de propriocepção, que ajudam a restaurar a estabilidade do punho e do antebraço. A fisioterapia orientada por profissional especializado costuma acelerar a recuperação e reduzir o risco de sequelas.

Prevenir novas fraturas passa por cuidados simples, mas fundamentais, como manter uma postura adequada ao escorregar, usar proteção em esportes de contato e, principalmente, tratar a osteoporose em grupos de risco, como idosos e mulheres pós-menopausa. Uma alimentação rica em cálcio e vitamina D, aliada à prática regular de exercícios de impacto moderado, ajuda a manter a densidade óssea. Entender os fatores de risco e adotar medidas proativas pode reduz significativamente a chance de sofrer fraturas de Colles e Smith no futuro.

Conclusão

Fratura de Colles e Smith são lesões que exigem atenção especial desde o diagnóstico até o tratamento e reabilitação, pois influenciam diretamente a função e qualidade de vida do paciente.

Colles fracture smith fracture - gymsere
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