O Que Causa Estrias Na Adolescência
Na adolescência, muitos jovens se perguntam o que causa estrias, um tema que surge junto com as mudanças rápidas do corpo e a pressão para se aceitar.
O que são estrias e por que aparecem na adolescência
As estrias são marcas na pele que surgem quando o tecido elástico e de colágeno é esticado além do seu limite durante um período curto de tempo. Na adolescência, o corpo passa por um crescimento acelerado, e a pele não consegue acompanhar essa expansão tão rapidamente, gerando rupturas na camada mais profunda da derme. Esse processo costuma ser mais visível em áreas como coxas, quadris, abdômen e seios, locais que acumulam mais tecido adiposo durante a fase de ganho de peso e altura.
Além do crescimento físico, a adolescência é marcada por transformações hormonais que influenciam diretamente na elasticidade da pele. Os níveis elevados de cortisol, hormônio do estresse, e o aumento de andrógenos, como a testosterona, podem enfraquecer as fibras de colágeno e elastina, tornando a pele mais suscetível a rupturas. Por isso, mesmo que o ganho de peso seja moderado, a pele pode formar estrias quando submetida a uma pressão interna intensa e repentina.

Fatores genéticos e predisposição às estrias
Um dos principais determinantes para quem vai ou não desenvolver estrias na adolescência está na genética. Se pais ou próximos tiveram facilidade para formar marcas na pele durante seus próprios períodos de crescimento, é mais provável que o jovem também apresente essa condição. A herança familiar atua na estrutura da pele, influenciando a quantidade de colágeno produzido e a resistência das fibras elásticas, fatores que pouparam ou não a pele de romper.
Além da genética, a etnia também desempenha um papel indireto, pois diferentes grupos populacionais apresentam variações na densidade da pele e nos mecanismos de renovação celular. Porém, independentemente da origem étnica, a predisposição pode ser amenizada com cuidados consistentes, como hidratação adequada e alimentação equilibrada, que ajudam a manter a barreira cutânea mais resiliente.
Hormônios em alta e o impacto na pele
Na adolescência, o organismo está sobrecarregado por uma onda de hormônios que prepara o corpo para a maturidade sexual. Esses hormônios, especialmente os andrógenos, estimulam o aumento das glândulas sebáceas e também alteram a estrutura das fibras conectivas da pele. Como resultado, a derme pode ficar mais fina e menos elástica, o que facilita a formação de estrias quando há crescimento rápido de músculo ou gordura.

O cortisol, hormônio relacionado ao estresse, também pode entrar em cena durante a fase adolescente, seja por pressões acadêmicas, relacionais ou mudanças no sono. Quando os níveis de cortisol ficam elevados por longos períodos, a pele perde a capacidade de se regenerar e de manter a firmeza, aumentando o risco de rupturas. Portanto, cuidar do bem-estar mental e do descanso adequado é um fator indireto, mas importante, para reduzir a chance de surgir estrias.
Como a alimentação e o peso influenciam a formação de estrias
Uma alimentação desequilibrada pode agravar a suscetibilidade à formação de estrias na adolescência. Dietas ricas em açúcares refinados, gorduras trans e alimentos ultraprocessados promovem inflamação no organismo e dificultam a produção de colágeno. Por outro lado, nutrientes como vitamina C, vitamina E, zinco e proteínas são essenciais para a saúde da pele, pois ajudam na síntese de novas fibras e na proteção contra danos oxidativos.
Oscilações bruscas de peso, seja pela ganho rápido de massa muscular em adolescentes que praticam musculação ou pelo aumento de gordura em períodos de inatividade, forçam a pele a se expandir e contrair constantemente. Esse estresse mecânico repetido enfraquece as estruturas de suporte e pode deixar a pele mais propensa a romper. Manter hábitos alimentares regulares e buscar um peso saudável de forma gradual é uma estratégia eficaz para minimizar a aparência de novas estrias.

Prevenção e cuidados para reduzir o risco de estrias
Embora a genética seja um fator difícil de mudar, existem hábitos que ajudam a reduzir a probabilidade de surgir estrias na adolescência. A hidratação constante da pele, com uso de cremes hidratantes e óleos naturais, melhora a elasticidade e auxilia na capacidade de expansão durante os períodos de crescimento. Exfoliações suaves também são benéficas, pois removem células mortas e estimulam a renovação, deixando a pele mais resistente.
- Beba bastante água diariamente para manter a hidratação interna da pele.
- Consuma alimentos ricos em antioxidantes, como frutas vermelhas, nozes e sementes.
- Evite emagrecimentos rápidos e dietas muito restritivas que causem flutuações bruscas de peso.
- Pratique atividades físicas de forma moderada, usando roupas que não causem atrito excessivo.
- Cuida da qualidade do sono para reduzir o estresse e o cortisol circulante.
Quando procurar orientação profissional
Se as estrias já apareceram, é importante lembrar que elas são uma marca natural de crescimento e não definem a beleza ou a saúde da pele. No entanto, caso o jovem queira buscar tratamento para minimizar a visibilidade, é recomendado consultar um dermatologista. Profissionais de saúde podem indicar cremes tópicos, peelings ou terapias como laser, que agem sobre a produção de colágeno e ajudam a suavizar a textura, mas os resultados variam conforme a fase de formação e o tipo de pele.
O apoio familiar e a conversa aberta sobre autopercepção são fundamentais para que o adolescente aceite esse sinal do próprio corpo com confiança. Entender que estrias são comuns, especialmente na adolescência, ajuda a reduzir ansiedades e a construir uma imagem corporal mais positiva, focando na saúde global e nos cuidados contínuos com a pele.

Portanto, o que causa estrias na adolescência está relacionado a uma combinação de crescimento rápido, alterações hormonais, predisposição genética e hábitos de vida, mas pode ser manejado com cuidados adequados e aceitação positiva do corpo em transformação.
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