O Que E Um Pleonasmo
Um pleonasmo é aquela repetição desnecessária de uma mesma ideia, que pode aparecer em palavras, frases ou expressões, e entender esse recurso ajuda a melhorar a clareza e a economia da linguagem.
Definição e origem do pleonasmo
O pleonasmo deriva do grego pleonazein, que significa “acrescentar” ou “suprir”. Na prática, trata-se de usar mais palavras do que o necessário para transmitir uma ideia, podendo ser classificado em dois tipos principais: um pleonasmo verbal, quando acrescentamos sinônimos ou detalhes redundantes no verbo, e um pleonasmo nominal, quando repetimos informações no próprio nome ou adjetivo.
Historicamente, gramáticos já alertavam para o uso consciente da linguagem, mas o pleonasmo só ganhou nome próprio e estudo formal quando linguistas começaram a analisar como a repetição involuntária ou estilística impacta a clareza e a fluência das frases.

Pleonasmo verbal e nominal
O pleonasmo verbal aparece quando damos ênfase a algo que o verbo já expressa sozinho. Por exemplo, frases como “absolutamente verdade” ou “ficar em silêncio” são comuns, pois “verdade” já implica na validade do fato e “silêncio” já sugere a ausência de fala.
- Falar no futuro pleonasmo pode soar estranho, a menos que habe intenção de enfatizar
- Dizer “compartilhar em conjunto” repete desnecessariamente a ideia de união
- Expressões como “suficientemente adequado” misturam grau de suficiência e adequação
Já o pleonasmo nominal ocorre quando acrescentamos informações que o próprio substantivo ou adjetivo já carrega. Exemplos incluem “homem homem”, “passado passado” ou “cheio de abundância”, onde “abundância” já traz a ideia de muita coisa.
Exemplos cotidianos e situações de uso
No dia a dia, muitos pleonasmos surgem sem que percebamos, especialmente em fala rápida ou hábitos regionais. Frases como “vamos voltar para casa” ou “estou com sono horrível” são naturais, mas carregam repetição desnecessária que, em contexto mais formal, pode ser revista.

Em situações profissionais ou acadêmicas, evitar pleonasmo ajuda a deixar o texto mais direto e objetivo. Por exemplo, substituir “no momento presente” por “agora” ou “devido ao fato de que” por “porque” economiza palavras e mantém o foco na mensagem principal.
Pleonasmo versus repetição proposital
Nem toda repetição é pleonasmo problemático, pois autores e oradores usam recursos linguísticos para criar ritmo, ênfase ou marca estilística. A repetição de uma palavra ou estrutura, quando planejada, pode reforçar ideia-chave e dar musicalidade ao texto.
- Em poesia, um pleonasmo pode ser deliberado para criar ritmo ou sonoridade
- Em discursos políticos, repetir frases-chase ajuda a fixar a mensagem
- A intenção comunicativa define se o uso é redundância ou recurso estilístico
Assim, um pleonasmo só deve ser evitado quando atrapalha a clareza, a concisão ou o ritmo natural da frase. Na comunicação eficiente, menos palavras, quando bem escolhidas, quase sempre valem mais.

Como identificar e corrigir
Para evitar pleonasmo desnecessário, uma dica simples é reler a frase pensando se cada palavra acrescenta significado real. Pergunte-se: “essa palavra ou expressão já foi dita antes no mesmo contexto?”
Outra estratégia útil é ouvir a frase em voz alta; soa repetida ou cansativa? Isso costuma indicar pleonasmo. Exemplos de correções incluem trocar “no futuro” por “futuramente”, “planos futuros” por “planos” e “atualmente no momento” por “agora”.
Conclusão
Entender o que é um pleonasmo ajuda a aperfeiçoar a forma como falamos e escrevemos, equilibrando expressividade e clareza. Ao reconhecer quando a linguagem está sendo redundante, você ganha fluência, respeita o tempo do leitor e transmite ideias de forma mais precisa, sem abrir mão do estilo pessoal.

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