O Que É O Exame De Vhs
O exame de VHS é um dos exames de rotina mais pedidos no Brasil e muitas pessoas ficam em dúvida sobre para que serve, como é feito e quais são os possíveis resultados. Na prática, a velocidade de sedimentação hemolítica (VHS) mede a rapidez com que os glóbulos vermelhos se depositam no fundo de um tubo de sangue, indicando a presença de inflamação no organismo, ainda que esse exame não identifique a causa específica da doença.
Para que serve o exame de VHS
O exame de VHS tem como principal função avaliar a presença de processos inflamatórios no corpo de forma geral, sendo muito utilizado em acompanhamento de doenças crônicas e no monitoramento de tratamentos. O médico solicita esse exame quando há suspeitas de infecções, doenças autoimunes, artrites, vasculites ou quadros inflamatórios não específicos, ajudando a confirmar a existência de uma inflamação mesmo antes de sintarem-se mais específicos.
Além disso, o exame de VHS é amplamente utilizado em rotina clínica para acompanhamento de pacientes com condições como artrite reumatoide, lúpus, esclerose múltipla, doenças inflamatórias intestinais e infecções crônicas. Ele também pode ser parte do exame pré-operatório, pois níveis elevados podem indicar risco maior de complicações pós-cirúrgicas. Vale lembrar que, por ser um teste não específico, o VHS costuma ser combinado com outros exames, como hemograma completo, proteína C reativa (PCR) e exames de imagem, para que o profissional possa fazer um diagnóstico mais completo.

Como é feito o exame de VHS
A coleta de sangue para o exame de VHS é realizada em laboratório, geralmente em braço, e o procedimento é idêntico ao de um exame de sangue comum, sendo realizado por um profissional de saúde qualificado. Após a coleta, a amostra é preenchida em um tubo de vidro ou plástico contendo um agente anticoagulante e, em seguida, é colocada em posição vertical para que ocorra a sedimentação dos glóbulos vermelhos ao longo do tempo. O tempo necessário para que as hemácias se depositem no fundo do tubo é medido e registrado em milímetros por hora (mm/h).
O exame não requer jejum, embora algumas orientações possam sugerir que a pessoa evite refeições muito gordurosas antes da coleta, pois isso poderia influenciar nos resultados. A análise é rápida e costuma levar poucos minutos, sendo considerado um exame simples, seguro e com baixo custo. É importante que a amostra seja analisada em até duas horas após a coleta, pois, com o tempo, pode ocorrer alterações que prejudiquem a interpretação dos resultados.
Como interpretar os resultados do exame de VHS
Os resultados do exame de VHS são expressos em milímetros por hora (mm/h) e variam de acordo com a idade e o sexo da pessoa. Em adultos, valores normais geralmente são menores que 20 mm/h para homens e menores que 30 mm/h para mulheres, embora esses limites possam ser um pouco maiores em idosos. Quando o VHS está elevado, isso indica a possibilidade de algum processo inflamatório no organismo, mas não define qual é a causa.

É essencial que o exame de VHS seja avaliado por um médico, que vai considerar o resultado em conjunto com o histórico clínico, outros exames e os sintos apresentados pelo paciente. Por exemplo, um VHS levemente elevado pode estar relacionado a uma infecção viral de curta duração, enquanto valores muito altos podem estar associados a doenças inflamatórias mais graves, como infecções bacterianas, reumatismo, tuberculose ou neoplasias. Por isso, um acompanhamento profissional é fundamental para evitar interpretações equivocadas.
Fatores que podem alterar o exame de VHS
Alguns fatores podem influenciar nos resultados do exame de VHS, fazendo com que ele fique elevado mesmo na ausência de uma doença inflamatória significativa. Situações como infecções virais ou leves, anemia, obesidade, uso de tabaco, atividade física recente, estresse e até mesmo a menstruação podem elevar temporariamente a velocidade de sedimentação. Por isso, um único resultado anormal não costuma ser diagnosticador, sendo necessário repetir o exame e complementar com outras avaliações.
Do outro lado, certas condições podem manter o VHS dentro da faixa normal mesmo quando a inflamação está presente, o que significa que o exame não é 100% sensível. Por exemplo, em doenças crônicas com anemia severa ou em pessoas com policitemia, o resultado pode ser falso normal. Por isso, a interpretação deve ser feita sempre por um profissional de saúde, que integra o exame de VHS ao contexto clínico completo do paciente.

Quando o exame de VHS deve ser repetido
O exame de VHS pode ser solicitado inicialmente como parte de uma avaliação diagnóstica e, em seguida, repetido para acompanhar a evolução de uma doença inflamatória ou a resposta ao tratamento. Se os valores do VHS diminuem ao longo do tempo durante um tratamento, isso pode indicar que a inflamação está sob controle. Por outro lado, se o VHS permanece alto ou aumenta, pode sinalizar que a doença não está respondendo adequadamente à terapia ou que houve nova ativação do processo inflamatório.
No manejo de condições como artrite reumatoide, lúpus ou esclerose múltipla, repetir o exame de VHS periodicamente ajuda o médico a ajustar medicamentos, monitorar possíveis efeitos colaterais e prever possíveis surtos da doença. O acompanhamento serial costuma ser mais confiável quando analisado em paralelo com a proteína C reativa (PCR), outro exame que também mede inflamação, mas de forma mais específica e rápida. Combinar os dois exames oferece ao profissional uma visão mais precisa sobre a atividade da doença.
Em resumo, o exame de VHS é uma ferramenta simples, segura e de baixo custo que ajuda médicos a identificar e monitorar processos inflamatórios no organismo, mesmo que ele não forneça um diagnóstico definitivo. Interpretar corretamente o exame de VHS exige atenção ao contexto clínico, histórico do paciente e outros exames complementares, reforçando a importância de seguir as orientações médicas e nunca deixar de fazer os acompanhamentos regulares quando esse exame é indicado.

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