Os Documentos Podem Ser Classificados Pelos Seguintes Critérios
Os documentos podem ser classificados pelos seguintes critérios, o que permite organizar informações de forma lógica e acessível em qualquer área do conhecimento.
Classificação por Finalidade ou Função
Quando falamos em classificar documentos, uma das primeiras abordagens mais intuitivas é observar a finalidade ou a função de cada peça escrita. Essencialmente, esse critério responde à pergunta "para que serve este documento?" e agrupa os registros conforme seu objetivo principal na comunicação. Por exemplo, dentro de uma empresa, um contrato tem uma função jurídica e vinculativa, já um e-mail interno pode ter a função de compartilhar uma atualização rápida ou instruções pontuais. Portanto, compreender a finalidade é vital para garantir que o documento esteja alinhado com sua destinação e com as necessidades de quem o utilizará.
Dentro desta lógica, identificamos categorias como documentos instrutivos, que orientam sobre procedimentos; documentos de registro, que deixam constância de atos ou fatos; e documentos de comunicação, que visam informar ou persuadir. Cada categoria tem características formais distintas, como tom de voz, estrutura e nível de detalhamento. Um manual de instruções, por exemplo, precisa ser claro, objetivo e passo a passo, enquanto um relatório de auditoria exige precisão, fundamentação e uma estrutura mais formal. Essa separação facilita a busca e o manuseio, já que ao procurar um documento específico, o profissional rapidamente reconhece seu tipo e sabe como interpretá-lo.

Classificação por Natureza ou Assunto
Outro dos critérios mais utilizados para organizar documentos é a sua natureza ou assunto, que basicamente classifica as peças de acordo com o campo do conhecimento ou a área temática que abordam. Trata-se de uma forma de catalogação ampla, que ajuda a criar grandes divisões em sistemas de arquivamento, tanto físicos quanto digitais. Um arquivo pode ser definido como jurídico, administrativo, fiscal, de recursos humanos, de marketing, técnico ou de atendimento ao cliente, por exemplo. Essa classificação por conteúdo é particularmente útil em grandes organizações, pois permite que as equipes localizem rapidamente os arquivos pertinentes à sua área de atuação sem ter que vasculhar todos os setores.
Para tornar esse processo ainda mais eficiente, a classificação por assunto pode ser subdividida em categorias cada vez mais específicas, seguindo um raciocínio hierárquico. Por exemplo, no departamento de finanças, além da pasta "financeiro", podem existir subpastas para "orçamento", "folha de pagamento" e "relatórios de caixa". Essa estrutura em árvore, baseada no critério de natureza, reduz drasticamente o tempo de localização de um documento. Além disso, sistemas eletrônicos de gestão de documentos (GED) permitem a tagagem automática ou manual desses assuntos, otimizando ainda mais a organização e o compartilhamento interno.
Classificação por Formato ou Tipo Suporte
O formato ou o tipo de suporte físico ou digital é um critério de classificação muito prático, especialmente no que diz respeito à preservação e armazenamento de longo prazo. Esse método separa os documentos conforme sua manifestação física ou digital, influenciando diretamente nas condições de conservação e no acesso futuro. Podemos citar, como exemplos, documentos em papel, como impressos, cartas e contratos manuscritos; documentos eletrônicos, que residem em sistemas, servidores ou discos rígidos; e documentos multimídia, como vídeos e áudios gravados em diversos formatos. Cada um desses tipos exige um protocolo de manejo diferente, seja para evitar a deterioração física ou para garantir a integridade digital.
Além disso, a transição para o mundo digital trouxe a necessidade de padronizar extensões de arquivo e metadados, elementos essenciais para a sobrevivência dos documentos eletrônicos. Um documento pode ser um arquivo no formato PDF, que preserva formatação, ou um arquivo em texto editável, como um DOCX, cada um com particularidades de acessibilidade e edição. Compreender esse critério é fundamental para arquitetos de dados e gestores de informação, pois garante que as ferramentas utilizadas sejam compatíveis com o tipo de documento, evitando perda de informação e proporcionando maior agilidade na gestão.
Classificação por Origem ou Procedência
Classificar documentos pela origem ou procedência significa organizá-los com base na pessoa, departamento, instituição ou sistema de onde eles vêm. Esse critério é amplamente utilizado em processos internos e externos, ajudando a estabelecer a linha de responsabilidade e a trilha de autoria de um determinado registro. Na prática, pode envolver a separação de documentos emitidos versus recebidos, ou ainda, a identificação de qual unidade gestória ou colaborador determinou aquela peagem. Ter clareza sobre a procedência é um fator de segurança, pois permite rastrear decisões e entender o contexto de elaboração do documento.
Esse método é frequentemente aliado a sistemas de controle de fluxo de caixa e processo, onde cada peça é identificada com códigos que remetem à sua origem. Por exemplo, um documento marcado como "Externo - Cliente X" ou "Interno - RH" ganha uma camada adicional de contexto. Além disso, em ambientes regulados, a classificação por origem é essencial para auditorias e compliance, pois garante a integridade da cadeia de custódia e a autenticidade das informações ao longo do tempo.
Classificação por Data de Formação ou Período
A classificação cronológica, ou por data de formação, organiza os documentos de acordo com a época em que foram criados, recebidos ou arquivados. Trata-se de um dos critérios mais objetivos, pois se baseia em uma data precisa, podendo ser anual, mensal, por semanas ou até mesmo sequencialmente em um mesmo período. Essa forma de organização é particularmente eficaz para documentar a evolução de um tema ao longo do tempo, permitindo uma análise histórica e a compreensão de como as decisões e os contextos mudaram. É comum encontrar sistemas arquivísticos que ordenam os papéis cronologicamente, desde o mais antigo até o mais recente.
Dentro deste critério, é comum utilizar combinações como ano/mês ou até sistemas de numeração sequencial contínua. A importância de se trabalhar com a classificação por data está na capacidade de localizar rapidamente um documento em um determinado momento histórico, seja para cumpri-lo um prazo legal, revisar um processo ou simplesmente entender a sequência de eventos. Para qualquer organização, seja ela um pequeno escritório de advocacia ou uma grande instituição pública, manter a crontabilidade é um dos pilares para uma gestão documental eficiente e segura.
Conclusão
A compreensão de que os documentos podem ser classificados pelos seguintes critérios é a base para qualquer sistema de organização efetivo, seja ele pessoal ou corporativo. Ao aplicar métodos como a classificação por finalidade, natureza, formato, origem e data, transformamos um acumulo de papéis ou arquivos digitais em um recurso estratégico e facilmente acessível. Dominar esses critérios significa ganhar tempo, reduzir riscos e garantir que a informação certe esteja na mão certa, no momento certo, promovendo assim uma gestão mais ágil, organizada e profissional em qualquer contexto.
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