Passiva Ativa Ou Relativa
A compreensão sobre passiva ativa ou relativa é essencial para dominar a mecânica da língua portuguesa, pois cada uma dessas formas verbais expressa de modo distinto a função do sujeito na frase e a relação com o verbo.
Quando falamos sobre verbo passivo ativo ou relativo, estamos lidando com conceitos gramaticais que determinam se o sujeito da ação é quem a realiza, recebe-a ou apenas a percebe, sendo esse último caso geralmente acompanhado de uma preposição que introduz a circunstância.
Neste artigo, vamos explorar em detalhes o funcionamento, as regras de uso e as principais diferenças entre a passiva relativa e a passiva ativa, oferecendo orientações claras para que você possa identificar e utilizar cada estrutura com precisão em suas produções escritas e orais.
A mecânica da passiva ativa e como ela se diferencia
A passiva ativa é uma forma verbal que transfere a ação do sujeito para um objeto direto, sendo que esse objeto torna-se o sujeito da frase. Nela, o foco recai sobre o recebedor da ação, e não sobre quem a executa, o que a torna útil em contextos onde se deseja enfatizar o resultado ou quando o agente é desconhecido, irrelevante ou óbvio.
Ela é formada a partir do verbo principal, acrescido do auxiliar ser (no mesmo tempo e modo do verbo principal) e do particípio passado, que deve concordar em gênero e número com o sujeito. Por exemplo, na frase "O relatório foi aprovado pelos diretores", o sujeito é "o relatório" e a ação de aprovar é atribuída a uma entidade externa, mesmo que essa não seja explicitamente mencionada.
É importante lembrar que a passiva ativa sempre indica que houve uma ação previamente realizada por alguém ou algo. Portanto, ela pressupõe a existência de um agente, mesmo que ele não apareça expresso na oração, sendo possível inseri-lo usando a preposição "por" para maior clareza, como em "O projeto foi revisado pelo comitê técnico".

A passiva relativa e seu uso pontual
Jamais se trata de uma forma verbal completa, mas sim de um recurso gramatical que surge a partir de verbos transitivos diretos, aparecendo em orações subordinadas adnominais ou adjetivais para caracterizar ou definir um substantivo.
Nesse contexto, o verbo assume a forma de particípio passado, funcionando como um adjetivo que concorda com o substantivo que modifica em gênero e número. Ao contrário da passiva ativa ou relativa estrutural, aqui não há auxiliar "ser" presente, pois o verbo já está integrado ao núcleo do nome.
Um exemplo claro é a frase "O livro lido estava sobre a mesa". Em "O livro lido", temos um núcleo ("livro") acompanhado de um termo em passiva relativa, que serve para especificar qual livro se tratava, possivelmente um que o sujeito havia lido anteriormente. Difere-se, pois, de uma construção como "O livro foi lido", que transformaria o sujeito na palavra "livro" e exigiria um auxiliar.
Diferenças práticas entre as duas estruturas
A principal distinção entre passiva ativa ou relativa reside na necessidade do auxílio ser. A passiva ativa forma-se com "ser" + particípio, enquanto a passiva relativa é apenas o particípio usado como adjetivo, sem qualquer verbo de ligação.
Para fixar melhor, observe: "A carta foi escrita por Maria" (passiva ativa) indica que a carta foi submetida à ação de escrever. Por outro lado, "A carta escrita está sobre a mesa" (passiva relativa) está apenas descrevendo a carta, sem necessariamente falar sobre quem a escreveu ou se ela foi submetida a uma ação recente.
- Passiva ativa: Foco na ação e no sujeito que recebe a ação de forma completa.
- Passiva relativa: Foco na caracterização do substantivo, funcionando como um adjetivo.
Regras de concordância e ortografia
Tanto na passiva ativa quanto na passiva relativa, a regra de concordância é a mesma: o particípio passado deve concordar em gênero e número com o sujeito que o acompanha.
Na passiva ativa, esse sujeito é quem sofre a ação do verbo, sendo acompanhado pelo auxílio ser (ex: "as letras foram assinadas"). Na passiva relativa, o particípio vem diretamente após o substantivo que modifica (ex: "as letras assinadas"). Em ambos os casos, se o sujeito for feminino plural, usa-se "assinadas", e se for masculino singular, usa-se "assinado".
Outro ponto crucial é a ortografia. Particípios de verbos terminados em "car", "gar" ou "zar" sofzem alterações para manter a pronunciação suave e correta no português. Por exemplo, no verbo "procurar", o particípio passa a ser "procurado" na passiva ativa, mas se torna um adjetivo na passiva relativa da mesma forma ("a carta procurada"), respeitando a concordância.
Quando usar cada forma na prática
A escolha entre passiva ativa ou relativa depende do efeito que se deseja transmitir na frase. Utilize a passiva ativa quando quiser destacar o fato de que algo aconteceu, geralmente em textos mais formais, jornalísticos ou acadêmicos, onde a ênfase está no evento e não no agente.

Por outro lado, adote a passiva relativa em descrições mais estáticas, como em listas, características ou quando o objetivo é apenas pontuar um atributo. Ela é muito comum em textos literários, manuais técnicos e qualquer situação que exija Clareza e objetividade ao caracterizar algo ou alguém sem a necessidade de montar uma estrutura verbal completa.
Conclusão
Dominar a passiva ativa ou relativa é um diferencial na comunicação eficaz, pois permite que você mode o tom e o foco da sua mensagem com maior precisão.
Enquanto a passiva ativa estrutura uma oração completa e dinâmica, a passiva relativa age como um recurso descritivo ágil. Com prática, você identificará rapidamente qual estrutura se adequa ao contexto, tornando sua escrita mais fluida, elegante e alinhada às normas gramaticais da língua portuguesa.
ATIVA, PASSIVA OU RELATIVA? | Vick Fontes
FALAAA PESSU! Tchudu bem? Vim aqui explicar uma coisa procêssss! Você tem noção do que é uma menina ativa, passiva ou ...