Quando Começa A Licença Maternidade
Quando começa a licença maternidade é uma das primeiras perguntas que surgem para muitas futuras mães no Brasil, e a resposta está diretamente atrelada à regra de previdência social e às escolhas feitas durante a gestação.
O momento certo para solicitar a licença maternidade
A licença maternidade no Brasil pode ser requisitada a partir da 25ª semana de gestação, momento em que a gestante já está legalmente habilitada a pedir o benefício junto ao INSS. Esse prazo serve como diretriz geral, garantindo que a mulher tenha tempo para se preparar física e emocionalmente para a chegada do bebê e para organizar a substituição no trabalho.
É importante frisar que, embora a solicitação possa ser feita a partir da 25ª semana, o benefício só será pago a partir do início da licença, que pode ser antecipado em até 30 dias dessa data limite. Portanto, quem planeja entrar em licença em dezembro deve buscar o pedido com antecedência, considerando possíveis imprevistos relacionados à documentação ou à análise da Previdência Social.

Antes do parto: licença parcial e planejamento
Diferente do que muitas pessoas imaginam, a licença maternidade não precisa ser necessariamente após o parto; é possível fazer uma licença parcial antes do nascimento, respeitando o limite de 30 dias anteriores à data prevista. Essa flexibilidade permite que a futura mãe reduza sua jornada de trabalho, passando para o regime de meia jornada ou mesmo tirando algumas semanas de folga para cuidar dos preparativos finais e da saúde.
Para aproveitar essa antecedência, recomenda-se conversar com o RH da empresa e organizar a documentação com o médico, que precisa emitir um certidão de pré-natal e preencher o formulário do INSS. Ter tudo em mãos ajuda a evitar atrasos e garante que o benefício seja pago corretamente, sem prejuízos ao salário ou ao FGTS.
Após o parto: licença integral e os cuidados com a saúde
No pós-parto, a licença maternidade costuma ser concedida por um período mínimo de 120 dias, contados a partir do dia seguinte ao nascimento, sendo que os 15 primeiros dias são considerados inssalubres e o período seguinte, insalubre ou periculoso, caso a mulher esteja em situações específicas de risco à saúde.
- O parto domiciliar ou cesariana não altera o tempo-base, mas pode influenciar na necessidade de cuidados adicionais.
- Mães que enfrentam complicações podem ter o período ampliado mediante solicitação médica e revisão pericial.
- Durante esse tempo, o benefício tem valor equivalente a 100% do salário de contribuição, garantindo segurança financeira.
Direitos trabalhistas durante a licença
Um dos maiores medos das futuras mães está em relação ao emprego, e a legislação brasileira oferece garantias importantes durante a licença maternidade. A estabilidade no trabalho começa no momento da contratação e se prolonga até após o fim do benefício, impedindo demissão por justa causa, exceto em casos graves de fraude.
Além disso, a gestante tem direito a preerência em escalas de horas extras, inspeção sanitária no ambiente de trabalho e dispensa de comparecimento a reuniões que possam colocar em risco a saúde dela ou do bebê. Essas regras são válidas independente da forma de contratação, desde que a trabalhadora esteja devidamente registrada.
Diferenças entre licença maternidade e auxílio-ditadura
Para evitar confusão, é válido destacar que a licença maternidade é um benefício previdenciário, enquanto o auxílio-ditadura é uma garantia salarial concedida pela empresa durante o período em que a trabalhadora está afastada por motivo de saúde relacionado à gestação e ao parto.

Enquanto o auxílio-ditadura pode ser pago integralmente pela empresa ou compartilhado com o INSS, a licença maternidade do INSS garante um valor fixo que não pode ser inferior ao salário-mínimo. Entender qual é o benefício mais vantajoso para o seu caso ajuda a planejar melhor o orçamento familiar e a evitar prejuízos ao longo dos primeiros meses de vida do bebê.
Planejando o futuro após a licença
Retornar ao trabalho após a licença maternidade pode ser um desafio, mas a legislação prevê alguns direitos que ajudam nessa transição, como a redução da jornada por até seis meses ou o horário alternado, sempre mediante acordo com o empregador.
Mães que optam pelo amamentação exclusiva também têm garantias legais, como o direito de sair do trabalho para amamentar o filho até os 6 meses de vida, podendo esse período ser estendido caso o pediatra recomende. Planejar com antecedência o que fazer após a licença ajuda a reduzir a ansiedade e a manter a saúde mental em dia.
Quando começa a licença maternidade no Brasil, o ideal é buscar orientação junto ao médico, ao setor de RH e ao próprio INSS, organizando desde a documentação até a comunicação no ambiente de trabalho, para que esse período seja vivido com segurança, saúde e tranquilidade.
Novas regras para licença maternidade | Dra. Maíra de La Rocque
Em uma sociedade que lucra com a nossa insegurança, conhecer a si mesma é um ato de rebeldia. . Mulher, médica e mãe: ...