Quando Usar Essa Ou Esta
Quando usar essa ou esta é uma dúvida comum para quem está aprendendo a construir frases em português, pois a escolha entre esses demonstrativos depende de fatos como proximidade, gênero e número.
Entendendo a base: essa, esta, esse e este
A regra principal para decidir quando usar essa ou esta está na relação com o objeto e com a fala. Em português, temos quatro formas básicas desse demonstrativo: este, esta, esse, essa, além dos pluralizados esses, essas. A grafia muda conforme o gênero e o número do substantivo que acompanha, mas a ideia de distância física ou abstrata é que define o uso correto.
O demonstrativo este e esta se refere a algo que está próximo ao falante, tanto em espaço quanto em contexto de conversa. Já esse e essa indicam algo mais distante, mas ainda próximo da pessoa com quem se fala. A confusão costuma surgir na hora de escolher entre essa e esta, porque muitos falantes acabam usando um de forma genérica, sem perceber a importância da concordância e da localização.

Regras de uso para essa e esta
A forma essa é utilizada para acompanhar substantivos femininos, enquanto esta também se aplica a substantivos femininos, mas com a particularidade de indicar algo mais próximo. Portanto, quando usar essa ou esta depende, primeiramente, de saber se o substantivo é feminino e, em seguida, da distância em relação ao locutor.
Veja exemplos práticos: a caneta está aqui na minha mão, então digo "esta caneta"; já a caneta da mesa da frente, digo "essa caneta". Perceba que, embora ambas sejam femininas, a escolha entre essa e esta muda conforme a localização. Na conversa cotidiana, a clareza vem com a prática e a atenção ao contexto.
- Esta mesa está muito bonita, combina com a decoração.
- Aquela mesa, aquela essa mesa lá do fim do salão, também tem um charme especial.
- Essa flor tem um perfume delicioso.
- Esta flor é a minha preferida entre todas as que temos no jardim.
Quando o substantivo é masculino: este e aquele
A lógica se repete, mas com gênero masculino. Quando falamos de algo próximo, usamos este, e quando falamos de algo mais distante, mas que ainda está no campo de visão, usamos aquele. A dupla este/essa e aquela/essa funciona como um par que ajuda a marcar a trajetória discursiva e a organizar as ideias.

Para evitar erros, é importante associar sempre o demonstrativo ao substantivo que o acompanha. Por exemplo: este livro, esses livros, aquele livro, aquelas cartas. A clareza na hora de falar ou escrever depende dessa combinação acertada, e não apenas da lembrança da regra gramatical.
Aplicações práticas e erros comuns
O uso incorreto de quando usar essa ou esta aparece muito em situações de fala rápida ou digitação automática, onde a grafia não reflete a pronúncia. Em português, a diferença fonética entre esses e esses, ou entre essa e esta, pode ser mínima, mas a escrita precisa ser consciente para manter a precisão.
- Erro: "Passa essa caneta aqui". (Dependendo do contexto, pode ser "esta caneta" se estiver próxima).
- Correto: "Passa essa caneta ali, por favor". (Combina distância e gênero).
- Erro: "Eu gosto daquele ideia". (Aquele é para masculino, então deveria ser "aquela ideia").
- Correto: "Eu gosto daquela ideia nova do projeto".
A importância do contexto e da prática
No fim das contas, quando usar essa ou esta não é apenas uma questão de regra, mas de praticar para internalizar os padrões de uso. Conversar, escrever e prestar atenção nas escolhas alheias ajudam a criar uma sensibilidade natural para os detalhes. A gramática funciona como um mapa, mas a fluência nasce da experiência constante.

Invista tempo em ouvir, ler e produzir frases com esses e esses, essa e esta, para que, no momento de falar ou escrever, a resposta venha de forma intuitiva. O português ganha vida nas mãos de quem usa os demonstrativos com consciência e leveza.
Conclusão
Dominar quando usar essa ou esta é um passo importante para quem quer falar e escrever português com clareza e confiança. Ao combinar a regra do gênero com a noção de distância, você evita erros e transmite suas ideias de forma mais precisa. Pratique, observe e construa hábitos que tornem o uso desses demonstrativos algo natural na sua comunicação.
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