Quando Usar Esta Ou Essa
Quando usar esta ou essa é uma dúvida comum para quem está aprendendo a língua portuguesa e busca falar e escrever com mais clareza e precisão. A escolha entre os demonstrativos esta e essa parece simples, mas envolve regras de concordância, nuances de distância e gênero do substantivo, elementos que formam a base para uma comunicação eficaz. Dominar quando usar esta ou essa (e seus pluralizados) ajuda a evitar mal-entendidos e a demonstrar domínio da língua em situações cotidianas e profissionais.
Regras básicas de concordância e gênero
A primeira regra para decidir quando usar esta ou essa está na concordância com o substantivo que acompanha. Tanto esta quanto essa são formas singulares que devem combinar com substantivos também no feminino singular. Por isso, você diz esta caneta, esta casa, esta mesa e essa caneta, essa casa, essa mesa. A escolha entre esta e essa não muda com o gênero do substantivo, pois ambos são usados para feminino; a diferença está na proximidade e no contexto, como veremos adiante. Fique atento: no plural, a forma muda para estas e essas, sempre respeitando a concordância com substantivos ou adjetivos no plural feminino.
Outro ponto crucial é que esta e essa podem atuar como adjetivos, mas também como pronomes demostrativos. Quando funcionam como adjetivo, eles precedem o substantivo e o acompanham em número e gênero, como em esta aula interessante. Quando substituem o substantivo, tornam-se pronomes, por exemplo, esta é minha amiga, essa é minha amiga. Nesses casos, a escolha entre esta ou essa continua obedecendo às regras de distância e contexto, sem alterar a concordância básica com o substantivo subentendido.

Distância física e temporal: quando usar esta
Use esta para indicar algo que está próximo ao falante, seja fisicamente ou no tempo. Quando você está segurando um caderno e quer falar sobre ele, diga esta caderno, porque ele está literalmente nas suas mãos. No contexto temporal, esta semana, esta tarde ou esta manhã são exemplos de uso quando o período mencionado ainda está acontecendo ou foi muito recente. A proximidade com o momento presente faz com que esta seja a escolha mais natural, reforçando a ideia de “aqui e agora”.
Em situações cotidianas, esta ajuda a dar destaque ao que está imediatamente presente. Por exemplo, ao mostrar uma foto no celular para um amigo, você pode dizer esta é a minha família, indicando que a imagem está sendo exibida no momento. Também é comum em contextos profissionais, como esta proposta, esta solicitação ou esta decisão, quando se refere a algo que está sendo discutido ou materializado no momento. A regra de ouro é simples: se o objeto, pessoa ou situação está perto do falante, prefira esta.
Distância física e temporal: quando usar essa
O uso de essa é indicado quando o objeto, lugar ou situação está mais distante do falante, mas próximo do ouvinte. Imagine apontar para uma caneta que está sobre a mesa do seu colega e dizer essa caneta ali é sua. A caneta não está perto de você, mas está próxima o suficiente para ser identificada como “distante em relação a mim, mas presente para você”. Em termos temporais, essa semana (quando a semana já avançou um pouco) ou essa tarde (mais distante no horizonte do momento) são usadas quando o tempo ainda é relevante, mas não tão imediato quanto esta.

Essa também ganha nuances emocionais dependendo do contexto, podendo indicar algo mais subjetivo ou distante no sentido afetivo. Por exemplo, essa ideia parece interessante pode sugerir que a ideia foi apresentada por outra pessoa ou está sendo considerada com certa distância. Em conversas informais, essa é ótima para apontar situações que ocorrem a uma certa distância física ou para fatos que não são vividos no instante pelo falante, mas que fazem parte do contexto compartilhado. A chave é perceber que essa marca uma mediação: algo que não é tão próximo de mim, mas ainda está dentro do alcance do seu interlocutor.
Exceções, nuances e dicas práticas
Algumas situações exigem atenção especial ao decidir entre esta e essa. Em algumas regiões de Portugal, especialmente no sul, é comum ouvir-se essa mesmo para situações muito próximas, como essa aqui, em vez de esta aqui. Trata-se de uma variação dialectal que, embora não seja a norma-padrão no Brasil, ilustra como a língua é viva e adaptável. No entanto, para fins de clareza e formalidade, especialmente em contextos acadêmicos ou profissionais, é mais seguro aderir às regras tradicionais de proximidade.
Outra dica valiosa é prestar atenção na escuta e na leitura para internalizar o uso natural. Anote frases como esta solução, essa proposta, estas opções e essas ideias, percebendo como cada contexto exige um demonstrativo específico. Pratique substituindo substantivos e observando como a escolha entre esta ou essa muda a sensação de distância e imediatude. Com o tempo, a decisão deixará de ser uma regra gramatical abstrata para se tornar um hábito intuitivo, refinando sua expressão escrita e falada.

Conclusão
Entender quando usar esta ou essa é mais do que uma questão de gramática; trata-se de dominar uma ferramenta poderosa para posicionar informações no espaço e no tempo, tornando sua comunicação mais precisa e impactante. Lembre-se de que a escolha depende da concordância com o substantivo, da proximidade relativa em relação ao falante e ao ouvinte, e também do contexto emocional ou prático da situação. Com clareza nesses pontos, você pode usar esta e essa com confiança, expressando ideias com exatidão e fluência, seja em um bilhete, um e-mail ou um diálogo casual.
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