Quem É O Presidente Do Brics
A pergunta quem é o presidente do BRICS surge com frequência, pois esse grupo de países emergentes ganha cada vez mais espaço na economia global e nas decisões políticas internacionais. O BRICS não elege um único presidente que governe o bloco como um todo, mas define, a cada ano, um presidente rotativo do Conselho de Coordenação para conduzir as atividades e representar o grupo em fóruns e cúpulas. Portanto, entender quem está no comando desse presidente rotativo exige acompanhamento constante, pois o mandato costuma mudar anualmente entre as nações que integram o bloco.
Quem ocupa a presidência do BRICS em 2024
Em 2024, a presidência do BRICS coube à África do Sul, sendo esse o país responsável por coordenar as pautas do grupo durante o ano. A presidência sul-africana trouxe ênfase para a integração econômica, a governança global e a ampliação da participação de novos membros no bloco. Além disso, as iniciativas passaram por temas como reforma das instituições financeiras internacionais, transição energética justa e cooperação Sul-Sul como prioridades estratégicas. Por isso, a África do Sul buscou reforçar a agenda conjunta e manter a coesão entre os cinco membros fundadores em um cenário de incertezas geopolíticas.
Durante o mandato de 2024, a presidência do BRICS também impulsionou projetos de cooperação em infraestrutura, financiamento com moedas locais e criação de um fundo de contingência financeira. A coordenação passou por reuniões regulares de chefes de governo e grupos de trabalho técnicos, com destaque para o fortalecimento do Banco Novo Banco de Desenvolvimento como alternativa às instituições tradicionais. A estratégia foi consolidar uma imagem de um bloco mais autossuficiente, capaz de responder rapidamente a choques econômicos globais. Desse modo, a África do Sul deixou legados institucionais para a presidência subsequente, preparando o terreno para a transição.

Como funciona a rotação da presidência do BRICS
A presidência do BRICS opera em regime de rotação anual, seguindo a ordem alfabética dos países em inglês: África do Sul, Brasil, China, Índia e Rússia. Cada país assume a presidência do Conselho de Coordenação por um ano, organizando encontros, pautas temáticas e representando o grupo em fóruns como a ONU e o G20. A ordem garante igualdade de oportunidades e permite que cada nação apresente suas prioridades e reforce laços diplomáticos dentro do grupo. Por isso, a transição costuma ser planejada com antecedência, com equipes técnicas trabalhando em conjunto para evitar rupturas.
O país presidente tem a responsabilidade de articular posições comuns, redigir declarações conjuntas e coordenar as atividades em comitês temáticos, como os grupos de trabalho sobre comércio, finanças, inovação e desenvolvimento sustentável. Além disso, agenda as cúpulas de chefes de estado e governo, que geralmente ocorrem uma vez por ano, momento de maior visibilidade política. Enquanto a presidência não concede poderes superiores, ela exerce influência sobre a agenda do bloco e ajuda a definir o ritmo das negociações internas e externas. A rotação anual, portanto, mantém o dinamismo e a legitimade do BRICS perante a comunidade internacional.
Quem será o presidente do BRICS em 2025
Para 2025, a presidência do BRICS será ocupada pelo Brasil, seguindo a ordem alfabética e o cronograma estabelecido. O governo brasileiro já anunciou prioridades como integração regional, fortalecimento do comércio intra-bloco e papel ativo em reformas multilaterais. Além disso, espera-se que o Brasil explore temas como transição energética, inovação tecnológica e cooperação para o desenvolvimento, alinhados à sua agenda regional. A expectativa é que o país utilize sua experiência em fazer ponte entre América Latina e o restante do BRICS, ampliando a inserção do bloco em outras regiões.

A presidência brasileira em 2025 deverá reforçar a agenda de autonomia estratégica, buscando mais espaço para moedas locais nas transações e evolução do Banco Novo Banco de Desenvolvimento. Trocas políticas e econômicas com outros países do Global Sul também estarão em alta, num esforço por ampliar a cooperação sem depender exclusivamente de modelos ocidentais. Ao mesmo tempo, desafios internos e alinhamentos entre os membros podem pressionar a harmonização de posições. Ainda assim, a chance de o Brasil deixar marcas duradouras no ciclo do BRICS é grande, especialmente se articular bem as prioridades de curto e longo prazo.
Desafios e oportunidades da presidência do BRICS
Liderar o BRICS em qualquer ano implica enfrentar desafios, desde a diversidade de interesses econômicos até tensões geopolíticas entre membros. O país presidente deve buscar consenso em temas sensíveis, como sanções internacionais, direitos humanos e modelos de desenvolvimento, sem alienar nenhum dos participantes. Por isso, a diplomacia ativa e a capacidade de mediação são essenciais para garantir que as decisões sejam coletivas e estratégicas. Ademais, a pressão por resultados concretos pode ser grande, tanto dos países membros quanto de parceiros externos que observam a evolução do bloco.
Porém, a presidência do BRICS também abre portas para oportunidades, como reforçar a cooperação Sul-Sul, atrair investimentos e ampliar a participação em fóruns globais. O país no comando pode destacar iniciativas bem-sucedidas, como projetos de infraestrutura, financiamento de comércio e programas de capacitação. Ao articular uma agenda coesa, o presidente ajuda a mostrar que o BRICS não é apenas um grupo de países, mas um espaço de governança alternativa, com ganhos potenciais para todos os membros. Nesse contexto, a legitimidade e a eficácia da presidência dependem da capacidade de construir pontes, manter a transparência e entregar resultados tangíveis.

Conclusão sobre o presidente do BRICS
Portanto, a resposta para a pergunta quem é o presidente do BRICS depende do ano em questão, pois o cargo é ocupado por um membro do bloco em rotação anual. Em 2024 coube à África do Sul, e em 2025 será a vez do Brasil, sempre seguindo a ordem alfabética estabelecida. O presidente do Conselho de Coordenação exerce um papel fundamental na articulação de posições, definição de pautas e representação do grupo, mas sua autoridade é construída a partir do consenso e da colaboração entre todos os membros. Ter um país líder permite avanços em integração econômica, fortalecimento institucional e maior influência nas negociações globais.
Entender a dinâmica da presidência do BRICS ajuda a acompanhar a evolução de um dos blocos mais importantes do cenário internacional. Seja qual for o país presidente, o desafio está em transformar a cooperação em resultados concretos, ganhando espaço para vozes do Sul global em fóruns que historicamente foram dominados por economias tradicionais. Com essa perspectiva, o futuro do BRICS depende em grande parte da habilidade de cada presidência em equilibrar interesses, inovar nas parcerias e manter o crescimento coletivo ao longo do tempo.
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